22 de mai de 2011

Kirsten Dunst, melhor atriz no festival de Cannes 2011

Estrelado por Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland, o longa-metragem do polêmico Lars Von Trier conta “uma bonita história sobre o fim do mundo”, o que no universo do diretor deve ser recebido com uma dose de desconfiança. Belas são as atrizes, a luz e a música do filme, mas o drama é denso e o gosto que fica ao final do filme, para lá de amargo.



"Existem diferentes tipos de filmes. Alguns você vê para saber como termina. Mas eu vou contra isso. É como nos filmes do James Bond, em que você sabe que ele vai sobreviver no final, mas ainda assim você assiste empolgado para saber como isso acontece", defendeu Von Trier, falando a jornalistas da imprensa internacional logo após a exibição do filme.








Quando o diretor chama mais atenção do que o filme.....


Ambíguo e sarcástico em praticamente todas as suas respostas, Von Trier insistiu em dar detalhes sobre o tal projeto pornô - que provavelmente nunca verá a luz do dia. Segundo ele, o filme seria resultado de suas leituras sobre religião e sexo, e teria duas personagens centrais, a igreja católica romana e a ortodoxa. "O fato de o planeta Terra estar sendo destruído não é algo tão alarmante, já que vamos todos morrer mesmo em algum ponto da vida. Me interessa o lado espiritual e sagrado. Vou explorar isso no pornô com Kirsten."
Como se não tivesse provocado desconforto suficiente até então, o cineasta resolveu lançar uma última bomba politicamente incorreta ao final da entrevista.
Questionado sobre supostas declarações que teria dado a respeito do nazismo, o dinamarquês revelou: “Por um tempo, eu sempre gostei de pensar que fosse judeu, mas depois descobri que minha família era alemã e que na verdade eu era nazista, o que também me deu um certo prazer. O que posso dizer é: eu entendo Hitler. Claro que ele fez algumas coisas erradas, mas eu entendo o homem, simpatizo um pouco com ele. Não pela Segunda Guerra. Não sou contra judeus. Mas os israelenses são um pé no saco...”, provocou. "Como posso sair dessa agora? OK, eu sou nazista”.
Horas depois, o cineasta enviou um comunicado à imprensa no qual se desculpava pela declaração. "Se eu ofendi alguém esta manhã com as palavras que disse na coletiva de imprensa, peço desculpas sinceras. Não sou antissemita ou racista de qualquer maneira, e muito menos nazista".


Enfim, depois de tanto bafafá, Kirsten Dunst acabou por levar o tão desejado prêmio de melhor atriz em Cannes.



Parabéns Kirsten!!!

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